sábado, 25 de junho de 2011

Fátima, a mais Bela das Aparições




“Olhem o céu!” E ao inclinarmos a cabeça, vimos um arco-íris tão intenso, tão brilhante, tão especial em torno do sol. Era sexta-feira, 13 de Maio e o grupo de jovens S. José de Cluny renui-se uma vez mais. Desta vez em Fátima!

Incentivados pela fé, vários jovens aceitaram o convite feito pelas Irmãs S. José de Cluny. Conhecer a mensagem de Maria, num fim-de-semana diferente, era a proposta da congregação. De facto, o grupo reuniu na sexta-feira preparando-se para dois dias que aliaram a alegria de viver, com uma corrente de oração contínua.

Fátima é um dos locais mais especiais que existe no mundo. A sua grandiosidade, a par da espiritualidade que se vive no santuário, faz do recinto um lugar de culto, um lugar cheio de esperança.

Quando confrontada com o sofrimento de alguns que por lá passaram, entre choros e silêncios profundos, sentia-me reconfortada quando olhava para a imagem de Nossa Senhora. O seu sorriso, meigo e sereno, tranquilizava todos aqueles que clemências lhe pediam.

Como jovem integrante do grupo que participou naquele fim-de-semana especial, senti que a vontade de rezar ia crescendo à medida que a história dos pastorinhos ia sendo contada. Maria escolheu Portugal. Um país pequenino. Onde, naquela altura o analfabetismo cobria parte da população. Escolheu um país pobre, mas crente. E escolheu três crianças. Três pequenas crianças. Juntas foram capazes de oferecer a Deus os seus maiores sacrifícios em nome dos pecadores. Tal como Jesus.

A via-sacra que o grupo foi convidado a observar, fez-se em silêncio e em oração.

A dada altura, sempre acompanhados pelas Irmãs, sentamo-nos em frente a uma figura angélica. Naquele momento, também eu me senti diante de um anjo. E com uma força de rezar que jamais tinha tido… “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.”

Na peregrinação ao Sameiro, feita em Março passado, o grupo fez três terços. Dois deles foram deixados em Braga (Sameiro e Nogueiró) e o último foi entregue a Nossa Senhora de Fátima, junto à Capelinha onde ocorreram as aparições de Agosto. Ficou assim cumprida a missão que nos foi colocada na nossa última jornada.

De todos os momentos especiais que aconteceram naquele fim-de-semana, houve um que me marcou mais. A oração de tarde de sábado. Talvez por ser profundo na sua simplicidade… “Abrir a tenda dos nossos corações” foi o tema daquela prece. Abrindo, não a tenda, mas o meu coração por completo, senti a presença de alguém essencial naquela salinha. E naquela hora, todos soubemos que Ele olha por nós e nos ama todos os dias… Sempre mais e mais.

Pela noite tivemos ainda a oportunidade de rezar o Terço com irmãos de todo o mundo e escrever a Nossa Senhora de Fátima, em jeito de agradecimento pelo dia, pelas descobertas e principalmente pela proximidade que conseguimos através da nossa corrente de oração contínua.

Naquela noite pensei em várias coisas que já aconteceram na minha vida. Lembrei-me de um episódio que decorreu na primeira aula que tive na faculdade.

A medo entrei num daqueles enormes anfiteatros e quando olhei para a secretária do professor vi um frasco, bolas de golfe, areia e água. O docente foi contado uma história à medida que ia colocando no frasco as bolas de golfe, a areia e a água. Tudo coube no frasco. E se fosse ao contrário? Com certeza que as bolas de golfe não caberiam no recipiente. Foi então que percebi que ao longo da minha vida, tinha dado importância às pequenas coisas e não às mais importantes.

Naquele dia, perante o santuário e aquele grupo não de jovens, mas de amigos, tão unido e tão predisposto a amar Cristo, a certeza de que Jesus é um dos grandes pilares da minha vida, ficou fortificada.

O momento de oração na noite de sábado permitiu que reflectíssemos não só no dia, mas também em outros momentos da nossa, ainda, pequena vivência. Já no domingo participamos na Santa Missa, escutando e interiorizando a palavra de Deus, nosso Pai.

Foi sem dúvida, mais um fim-de-semana diferente, proporcionado pelas Irmãs de São José de Cluny. Fim-de-semana que fomentou o gosto pela oração e permitiu um verdadeiro “Encontro com Maria”.

Soraia Barros

(Grupo Missionário Totus Tuus)

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